domingo, 2 de outubro de 2011

Ah, madrugada!

Abençoados os dias que se inciam tranquilos. A vocês, que dormiram a noiote toda, sem se interessar pelo que havia lá fora...
E estávamos nós, mundo afora, noite adentro, até chegar esta manhã, de Domingo de Primavera, onde um turbilhão de fatos envolvendo gente, bebida e raiva, quase me levaram à loucura com os telefones chorando o tempo todo, carentes de resposta imediatas, como se fóssemos o próprio google, e ao pousá-los no gancho, viaturas surgissem do nada, prá acalmar os ânimos exaltados de todos, em milésimos de segundo.
É nessas horas, que me sinto velho, pois o sono continua mais forte que eu, quase caindo sobre os fones e o teclado, tentando ver a alvorada ainda inteiro, depois de tantas ligações, súplicas e questionamentos.
Muitos clamam por bom senso, o mesmo que querem, quando daquelas paradinhas de 5 minutos, em vagas para deficientes...
E quem pode esperar que haja bom senso, quando todos pensam que no interior de seus lares, tudo podem?
É certo que não é crime o direito de se divertir, contudo chega ser uma atitude de ignorância absurda, ignorar que os outros também tem o direito de não gostar dos nossos gostos, tais como gritarias, funk e coisas que tais, que quase sempre me parecem uma caminhada alucinada, rumo a um precipício...
Um abismo da moral, da decência e a verdadeira decadência dos valores pessoais.
E, no fim das contas, os telefones recomeçam ,tudo de novo, ao raiar do sol. Mais tarde tem de novo!

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