segunda-feira, 12 de abril de 2010

Egocentrismo trivial nosso de cada dia...

Muitas vezes, não dá vontade de acompanhar os acontecimentos em nossa cidade, quer seja pela mídia escrita ou falada, em razão das opiniões expostas pelos responsáveis, que muitas vezes se dizem formadores de opiniões. Sob o SEU ponto de vista, pessoal.

Ora, sempre vi a todos os canais de imprensa, como instrumentos de informação, imparciais, sem tendências específicas para o bem ou para o mal, sim pela transmissão de conhecimento, àqueles que procuram saber como gira o mundo ao seu redor, para a partir de então seguir suas próprias direções.

Mas não é o caso desta cidade, onde quase todos querem impor suas vontades e interesses, goela abaixo uns dos outros, pouco se importando com o que significa viver em Sociedade. A qualquer oportunidade que vêem, de poder “se dar bem”, querem de todas as formas, condicionarem a vontade dos demais a seu bel prazer.
Digo isso, após algumas leituras e conversas em rodas de amigos, onde se percebe que sempre há alguém querendo derrubar os que tem à frente, por considerá-los em situação melhor que a sua.

Em absoluto, ninguém nesta sociedade, busca trabalhar em prol dos que dele precisam, sem preocupações com a qualidade e resultados almejados pelos seus atendidos. Sempre estão querendo obter vantagens, sem oferecer nada em troca. Como se fosse obrigatório o seu bem estar, em detrimento aos demais.

Todos têm o conhecimento de que pagamos a maior taxa de impostos do planeta, também cientes que mesmo que seja injusto isso, é um compromisso que assumimos enquanto cidadãos, para com nossa sociedade. Tomemos por exemplo, dois impostos mais facilmente reconhecidos pela maioria, IPTU e IPVA.

Temos nossas moradias, sempre buscando que nos seja um lar aconchegante e tranqüilo, mas de forma alguma concordamos com o pagamento do IPTU, através do qual, a Prefeitura do município arrecada os valores para viabilização de obras e pagamento de funcionários, dentre outras coisas.
Sempre buscamos ostentar os melhores veículos e os mais reluzentes, mas na hora de quitar o IPVA, com o qual também concordamos mais outra birra, até que o “guarda” de trânsito nos convence de que não é uma boa, circular com o veículo com o imposto em atraso.

A única diferença que é percebida, é que o primeiro imposto, não é fiscalizado com a mesma freqüência e rigidez que o segundo, o qual invariavelmente tem “fiscalização” 24 horas por dia, bastando haver uma Blitz de Trânsito à nossa frente. “Neste caso, se estamos errados, sempre vem àquela indagação irônica de sempre: “Fulano dirige sem carteira, e vocês não “pegam” ele, ou” Com tanto bandido a solta, vocês só se preocupam em multar gente trabalha”.

Em suma, de tudo o que nos for negativo, que seja para os outros, e por culpa deles, jamais de nossa parte!

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