terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Nos idos dos anos 70...Nascemos!

Assitia a poucos momentos, momentos meus, seus, de alguns de nós;
e todos os nós, que nos atam, que nos afiançavam uma época coerente, difícil
condizente e até conivente, com a realidade de então..

Desmistificada, rebuscada e eternizada, em nossas memórias;
Pelo futuro daquele passado, que em nada se parece com o tempo datado de hoje, de amanhã
e depois…
E depois?
Reescrever-nos menos modernos?
Ou, reinventaremos a história
do ontem, com novas texturas, velhas palavras
deste texto gasto, dilacerado pelas mulheres do morro
que se sujeitam ao lodo
e a lama;
Em busca da fama instantânea e fugaz
de poder dizer o que é certo, escrevendo na página errada?

Insistia em acreditar, que seríamos capazes de tentar
outros caminhos, escolhendo gente como a gente
para libertar-nos do trono…

Teimosia tola; Mães, maridos e filhos do morro, escolherão migalhas
como se fossem ouro, por que adoram entregar diamantes
e palácios, pelas tais migalhas
por que são ensinadas na cartilha do “pouco com Deus”.

E Deus, onde está?
Todos perguntamos, mesmo cientes das várias respostas
que nos foram apresentadas
e teimamos diligentemente
Ignorar…


Tolos; Quanto o somos, fantasiando carnavais
e cavalgadas, eleições e comissões
Parlamentadas,
Pautadas na mentira do voto…

Então.
Vote.
Conforme disseram
no Rádio, na Tevê
nos impressos.
É mais decente, mais belo, mais promissor...

Como ficamos datados, previsíveis.


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